Pré-Treino (parte 1)

O aminoácido arginina é classificado como condicionalmente indispensável, healing pois, em situações de catabolismo como estresse metabólico, doenças infecto-contagiosas  e treinamento físico intenso, o organismo não consegue sintetizá-lo nas quantidades recomendadas, sendo necessária sua ingestão via alimentação e/ou suplementação adequada.

A indústria da suplementação alimentar norte-americana passou a inserir esse aminoácido em suplementos da linha “pre-workout” com o intuito de causar vasodilatação muscular, já que a arginina quando atinge a corrente sanguínea pode se converter em óxido nítrico, um potente vasodilatador. A síntese de óxido nítrico poderia ser benéfica para o tecido muscular, já que devido à vasodilatação, o músculo receberia um aporte maior de nutrientes e de oxigênio, e resistiria mais ao treinamento e ainda realizaria com mais facilidade a síntese protéica, resultando em hipertrofia muscular.

O aminoácido arginina é comercializado nas formas de L-arginina e arginina-alfa-ceto-glutarato (AAKG). Como L-arginina, a eficácia na produção de óxido nítrico foi baixíssima, pois as células intestinais “seqüestraram” a maior parte para o seu próprio metabolismo, e a quantidade de arginina que alcançou a corrente sanguínea foi muito baixa. Já na forma de AAKG, houve um aumento na concentração sanguínea de arginina, pois as células intestinais usaram o substrato AKG para o seu metabolismo, e a arginina conseguiu atingir níveis mais altos na corrente sanguínea, proporcionando aumento de óxido nítrico.

Apesar de estudos promissores, a literatura ainda carece de mais dados comprobatórios sobre a eficácia deste aminoácido como recurso ergogênico para os esportistas, portanto, antes de comprar e utilizar qualquer suplemento, consulte um nutricionista esportivo.

Por
Cláudio Chináglia
Startmove Assessoria Esportiva

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