Com a palavra do médico!

Conheci o professor Sandro há poucos meses quando nos encontramos em um torneio realizado no Morumbi, cialis São Paulo, illness onde durante quatro dias as seleções de futebol de 5, generic   do Brasil e Argentina se enfrentaram.

Algumas semanas se passaram e viajamos juntos para Madri com a seleção brasileira para disputar outro torneio internacional com 6 seleções classificadas para as paraolimpíadas de Londres. Eu como médico e ele como preparador físico. Ficamos amigos e percebemos algumas afinidades, principalmente em relação a temas ligados à fisiologia do exercício e corrida de rua.

Conversa vai, conversa vem, e ele se lembrou de uma experiência impactante ao participar da última maratona de São Paulo: viu um maratonista caído no chão provavelmente em parada cardiorrespiratória.

O que será que aconteceu? Por quê uma pessoa que teoricamente conseguiria completar uma maratona, e treinou para isso, pode morrer justamente praticando aquilo que mais gosta?

A verdade é que em primeiro lugar devemos entender que o esporte competitivo muitas vezes não é saudável para o corpo porque para se conseguir resultados cada vez melhores, os atletas precisam treinar muito, e isso, quando se torna repetitivo e principalmente se associado a períodos pequenos de recuperação, pode ser catastrófico. Em segundo lugar, por mais que seja feito tudo da maneira mais correta possível: treinos, avaliação médica e alimentação adequada, ainda assim estamos sujeitos a alguma fatalidade.

Digo isso, não para desencorajar à prática do exercício físico, comprovadamente o melhor remédio para o nosso corpo, mas, para que todos entendam que ao se assessorarem por profissionais qualificados, os riscos de fatalidades caem para quase zero.

E quanto ao maratonista que estava caído no chão, o que será que aconteceu?

Existem várias explicações médicas para o que ocorreu e independentemente da causa, como alguma arritmia originária de doenças do coração não detectadas,  infarto do miocárdio, desidratação, hipertermia, síncope associada ao exercício físico, enfim, o que devemos nos perguntar é:  o que fazer para ajudar quando algo assim ocorrer ?

A resposta é simples: a primeira atitude a ser tomada é pedir ajuda o mais rápido possível. Depois de fazer isso, se ele não responde e não respira, deve estar em parada cardiorrespiratória. Até que algum profissional capacitado chegue, você pode e deve iniciar as manobras de RCP (ressuscitação cardiopulmonar), realizando compressões torácicas – massagem cardíaca, e assim, estará fazendo algo muito importante: mantendo o sangue circulando até a chegada do suporte médico. Fazendo apenas isso, por poucos minutos que sejam, poderá ser a diferença entre a vida e a morte desse indivíduo.

Nós, brasileiros não tivemos e não temos em nossas escolas aulas sobre conhecimentos básicos em primeiros socorros, por isso, considero muito importante aprendermos a lidar com situações adversas como esta e outras que podemos presenciar, seja com nossos companheiros de corrida, na rua, com nossos amigos ou familiares.

Existem alguns cursos no Brasil que são dados em apenas 1 dia! Pensem nisso.

Bons treinos!

Dr Fabrício Naves
Especialista em Medicina do Exercício e Esporte – UNIFESP
Médico do hospital Orthomed Center e diretor da SafeSports

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